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MARKETING GANHA CAMPANHA?
Em primeiro
lugar, há de se lembrar: marketing não ganha campanha.
Quem ganha campanha é o candidato. Marketing ajuda um candidato
a ganhar a campanha, ao procurar maximizar seus pontos fortes e
atenuar seus pontos fracos. O marqueteiro, aliás, profissional
de marketing, (não gosto do designativo porque tem conotação
pejorativa) é importante, na medida em que funciona como
um estrategista que define linhas de ação, orienta
a escolha do discurso, ajusta as linguagens, define padrões
de qualidade técnica, sugere iniciativas e até pondera
sobre o programa do candidato, os compromissos e ações
a serem empreendidas. O profissional de marketing precisa, sobretudo,
ser um estrategista, um profissional com visão sistêmica
de todos os eixos do marketing. Que não entenda uma campanha
apenas como um apelo publicitário, uma proposta de marketing
televisivo. Que seja capaz de visualizar os novos nichos de interesse
de uma sociedade exigente, crítica e sensível aos
mandos e desmandos dos governantes.
COMO SE PLANEJA UMA CAMPANHA ELEITORAL?
O planejamento
abriga todos os aspectos de uma campanha política, com a
inclusão das metas, objetivos, estratégias, táticas,
meios e recursos, equipes e estrutura de operação,
sistema de marketing, estudo dos adversários etc. O mais
importante é o foco sobre os eixos do marketing eleitoral,
aqui apresentados: a pesquisa, a comunicação, a articulação
e a mobilização. A pesquisa objetiva mapear interesses
e expectativas do eleitorado. É vital para estabelecer e/ou
ajustar o discurso do candidato. Sem pesquisa, atira-se no escuro.
A pesquisa qualitativa tem a vantagem de descobrir os mapas cognitivos
dos eleitores, aquilo que eles estão pensando É fundamental,
na medida em que o mapeamento do sistema de interesses e expectativas
do eleitorado deverá ser o centro do discurso. A pesquisa
quantitativa mede apenas intenção de voto, em determinado
instante. Feita a radiografia do eleitorado, passa-se a formar o
discurso e a ajustar a identidade do candidato, que é soma
de seus valores, de suas qualidades, de sua formação,
história e compromissos. Esta identidade deverá embasar
todo o programa de comunicação. Ou seja, a identidade
do candidato deverá ser transmitida ao eleitor, via TV, rádio
e outras formas. Candidato que não tem identidade, não
tem eixo, não tem esqueleto, coluna vertebral. Quando o eleitor
capta a idéia central de um candidato, começa a entrar
no sistema de signos da campanha, fator que funcionará como
indutor importante na decisão de voto. Daí a importância
da televisão e de um programa criativo. Nesse caso, aparecem
bem os profissionais de marketing político com experiência
de TV. Mas campanha política não é apenas comunicação
de TV e rádio. E aqui aparece a primeira grande confusão
do marketing. Não adianta apenas saber fazer bons programas
de TV. São ferramentas essenciais, mas não exclusivas.
Outros eixos são importantes: a mobilização,
caracterizada pelos eventos, comícios, showmícios,
reuniões, encontros do candidato com as massas. E há,
ainda, o eixo da articulação, que aparece na formação
de alianças, nas parcerias com associações
e sindicatos, enfim, com as entidades organizadas da sociedade civil.
Sem a combinação desses quatro eixos fundamentais,
as campanhas ficarão capengas, tortas, frouxas. Muito cuidado
para evitar campanhas que pendem mais para um lado que para outro.
CRIATIVIDADE É MAIS IMPORTANTE
QUE DINHEIRO?
A criatividade
é importante na bolação de programas de TV
e Rádio. A criatividade aparece no slogan, na música,
no clipe, nos formatos dos quadros televisivos, nos sketches de
rádio, na campanha de rua. Mas o dinheiro também é
fundamental para alavancar os quatro eixos da campanha. Uma campanha
criativa precisa ser vista. E para ser vista o programa criativo
carece de uma base técnica, recursos de computação
gráfica, linguagens simbólicas que acabam custando
caro. Portanto, o planejamento de uma campanha há de contemplar
os quatro eixos do marketing: a pesquisa com o mapeamento dos climas
ambientais; a formação do discurso, o ajustamento
da identidade, o programa de ação, os compromissos;
a comunicação, por meio de formas e meios eficazes,
com o ajustamento das linguagens mais criativas; a mobilização
das massas e a articulação com lideranças e
entidades da sociedade civil organizada. Os jovens e as mulheres
carecem, por exemplo, de esquemas especiais de cooptação
e mobilização.
QUAIS SÃO AS ARMAS DO PROFISSIONAL
DE MARKETING?
As principais
armas de um profissional de marketing político para ajudar
uma campanha são: capacidade e sensibilidade para captar,
com muita propriedade, as indicações das pesquisas;
visão abrangente de todos os eixos de uma campanha, não
se atendo apenas aos programas de TV, como muita vezes ocorre com
os publicitários engajados nas campanhas; poder de influência
sobre o candidato, principalmente no que concerne ao foco do discurso;
ter noção adequada do timing de campanha, ou seja,
das seguintes fases: lançamento do candidato (junho), crescimento
(julho), consolidação (agosto/setembro), auge/clímax
(final de setembro/semana da eleição), declínio.
Este é o ciclo de vida de uma campanha. Se o declínio
ocorrer antes da semana da eleição, não tem
quem sustente a posição do candidato. Um candidato
que se preocupa apenas com o primeiro turno, poderá morrer
antes de chegar à praia. Maluf, por exemplo, é conhecido
por sair sempre na dianteira, mas, na reta final, no segundo turno,
perde fôlego. É preciso, ainda, saber ouvir o som do
vento. Quando o vento sopra numa direção, de crescimento,
por exemplo, não há força que consiga deter
seu rumo.
QUAIS OS ERROS MAIS COMUNS DOS PROFISSIONAIS?
Os piores
erros dos profissionais de marketing são: desajustamento
no foco do discurso, dessintonia com as expectativas dos eleitores;
ausência de compreensão estratégica; exacerbação
em uma área do marketing e pouca consistência noutras;
incapacidade para saber dosar fatores racionais e emotivos na programação
de comunicação; pobreza criativa. A vulgarização
e exacerbação emotiva de campanhas passadas prejudicaram
muito o conceito do marketing. Vendeu-se uma coisa e não
se entregou a mercadoria. Houve muita promessa mirabolante sob a
capa falsificada dos efeitos de computação gráfica.
Os ambientes foram tomados pela emoção e até
choro, mas as lágrimas de campanhas passadas agora não
mais chocam o eleitorado. O voto está deixando o coração
para subir mais à cabeça.
O QUE É UMA CAMPANHA ELEITORAL
EFICAZ?
É
a que conduz à vitória. Para tanto, precisa ter brilho.
O brilho de uma campanha é como a afinação
de uma orquestra sinfônica. Todos os instrumentos hão
de estar harmônicos para tocar a mesma melodia. O candidato
precisa passar a idéia de onipresença, ou seja, deve
transmitir a sensação de que está no norte
e sul, no leste e no oeste. Os materiais de campanha hão
de ter bom gosto, com slogan direto e objetivo, que traduzam a identidade
do candidato e, que sobretudo, transmitam, credibilidade. Coisa
ruim, por exemplo, é chavão do tipo: o povo em primeiro
lugar. Os programas de TV e rádio devem ser atrativos, criativos,
fortes, sem apelação e exageros. Precisam parecer
mais como programação normal dos canais, evitando-se
a discurseira exaustiva e maçante. Os comícios não
podem ser cansativos. Os showmícios precisam ter boas atrações.
E os programas de ação hão de contemplar, efetivamente,
as reais demandas da população.
O BRASIL SE DESTACA NO MARKETING POLÍTICO?
O Brasil
tem estado na linha de vanguarda do marketing político. E
essa posição se deve a uma profunda mudança
no interesse da sociedade. A crise de descrença no setor
político determina estudos, novos campos de interesse e reflexão.
A sociedade passou a acompanhar mais a atuação dos
políticos. A mídia, por sua vez, cobre com mais intensidade
os fatos políticos. As agências de publicidade oferecem
elementos de alta criatividade. Os profissionais aprimoraram seus
conhecimentos. À objetividade do marketing político
norte-americano, adicionamos a quentura da cultura latino-americana,
os jingles alegres e emotivos, as letras criativas, as imagens cinematográficas,
belas paisagens, um discurso crítico denso, pesquisas de
boa qualidade e ajustes de linguagem bem feitos. Ou seja, o resultado
geral da campanha é de alto efeito cênico e de intensa
competitividade.
QUEM GANHA MAIS COM AS CAMPANHAS?
Os setores
que mais ganham com as campanhas políticas são: as
indústrias de papel e papelão, têxtil, eletro-eletrônica,
alimentação, produtoras de rádio e TV, agências
de publicidade, telemarketing, materiais de construção,
móveis e decoração, locação de
imóveis, as empresas de locação de espaços
de out-doors, aluguel de transportes, venda de combustível,
economia informal (cabos eleitorais, distribuidores de material),
brindes etc. A economia passa por um bom esquentamento em época
de campanha. Os climas energizados das cidades, o ambiente de competição
acirrado pelos meios de comunicação, as pesquisas
eleitorais são fatores que animam o eleitorado e alimentam
os setores da economia, que passam a ser demandados.
QUAIS SÃO OS CUSTOS DA CAMPANHA?
Para
se chegar ao eleitor, gasta-se uma média de R$ 12 a 15. Para
atingir 115 milhões de eleitores, a campanha deve alocar
entre R$ 1.380.000.000 a R$ 1.725.000.000. Considerando-se que há
um PIB informal de campanha - pelos tubos do Caixa 2 - calcula-se
que a campanha movimente mais que isso. Os candidatos vão
apresentar números muito aquém das reais demandas.
É razoável se supor que a campanha geral deste ano
movimente algo entre R$ 4 a 5 bilhões.
Uma
campanha para governo de um Estado do Nordeste deve custar entre
R$ 20 a 25 milhões. Em Estados pequenos, cerca de R$ 7 a
R$ 10 milhões. Num Estado como São Paulo, cerca de
R$ 60 a R$ 70 milhões. Em Minas Gerais, cerca de R$ 30 a
R$ 40 milhões. Um deputado federal para se eleger, em um
Estado do Nordeste, gasta entre R$ 4 a 5 milhões. No Sudeste,
cerca de R$ 6 a 7 milhões; no Norte e Centro-Oeste, uma quantia
próxima de R$ 3 milhões.
COMO GANHAM OS PROFISSIONAIS?
Os profissionais
de marketing lidam com diversas posições de custos.
1. Cobram pelas operações de planejamento, criação
e operação - Nesse caso, os seus custos englobam não
apenas sua cota, mas os custos da equipe e de equipamentos; 2. Pela
coordenação de campanha, com parte da equipe própria
(deles) e parte da equipe da região (Estado) da campanha.
Nesse caso, pode cobrar apenas por seus serviços. Os custos
variam muito. Um profissional de marketing de primeira linha poderá
cobrar entre R$ 3 a R$ 5 milhões, para uma campanha de Governo
em Estado grande. As chamadas estrelas cobram muito mais. Há
alguns que dividem os custos: uma parte em dinheiro, outra parte
em negócios que serão feitos por sua agência,
quando o candidato estiver governando. Trata-se de um acerto de
risco. Ganhando, levará a conta. Perdendo, fica com uma boa
bolada.
HÁ POLÍTICOS QUE SE
DESTACAM NO MARKETING?
Os políticos
brasileiros têm assimilado bem as técnicas do marketing.
Alguns, como César Maia, até estudam fenômenos
de propaganda política. Mas Jânio Quadros, que nunca
foi guiado por gente de marketing, era um exímio perito nas
técnicas do marketing. Sabia, como ninguém, se comunicar
com as massas. Ditava a pauta política. O que dizia tinha
repercussão na imprensa. Na década de 60, o marketing
político começou a receber impulso. Ficou famosa a
campanha de Aluízio Alves ao Governo do Rio Grande do Norte,
pela UDN. No meu “Tratado de Comunicação Organizacional
e Política” - faço observações
e reflexões sobre o marketing de Juscelino Kubitschek, Aluízio
Alves e analiso a propaganda nazista de Hitler, além de estudos
e reflexões sobre as estratégias de guerra e a política.
CANDIDATO PODE SER COMPARADO A PRODUTO?
Um bom
marketing ajuda a eleger, mas é o candidato quem se elege.
Marketing mal feito, ao contrário, ajuda um candidato a perder
as eleições. Não adianta um bom marketing se
o candidato é um boneco sem alma. Candidato não é
sabonete. Tem vida, sentimentos, emoção, choro e alegria.
Portanto, muita coisa depende dele, se sua alma, de seu calor interno,
de sua identidade. Marketing há de absorver essas condições
para evitar transformar pessoas em produtos de gôndolas de
supermercado. Em um primeiro momento, a inserção publicitária
na TV até pode exibir o candidato de forma mais genérica,
por falta de tempo para expor conteúdo. Mas o eleitor não
se conformará com meros apelos emotivos e chavões-antigos,
como os usados para embalar perfis saturado (candidatos beijando
crianças e velhinhos, tomadas em câmara lenta mostrando
o candidato no meio do povo etc).
QUE PERFIL MAIS CONQUISTA O ELEITOR?
O eleitor
está à procura de um candidato com as seguintes qualidades:
experiência, honestidade, vida limpa e passado decente, assepsia,
equilíbrio/ponderação, preparo, coragem/determinação,
autoridade (não confundir com autoritarismo). Há uma
saturação de perfis antigos, que usam as esteiras
da velha política. O eleitor quer ver perfis mais identificados
com suas grandes demandas: segurança, saúde, educação,
melhoria das condições de vida nas regiões,
nos bairros, nas ruas.
QUAIS SERÃO OS GRANDES TEMAS DA CAMPANHA PRESIDENCIAL?
Os grandes
temas da campanha serão: segurança - o país
está com medo e quer ouvir propostas sérias, criveis
e demonstráveis na área de segurança; inclusão
social - o real, a moeda, deu o que tinha de dar. Esgotou seu potencial
de voto. Cerca de 43 milhões de brasileiros vivem na maior
indigência, em estado de penúria. Precisam ingressar
no mercado de consumo e adquirir o passaporte da Cidadania. Por
isso, os candidatos deverão apresentar propostas concretas
para absorver os excluídos. Nesse caso, deverão apresentar
propostas sérias para alavancar o emprego, ampliar o número
de postos de trabalho. A área social - reequipamento da infra-estrutura
social (saúde, educação, saneamento básico)
deverá estar no foco do discurso. Ou seja, o eleitor vai
exigir conforto social, não apenas o conforto da estabilidade
econômica.
QUAIS SÃO OS PONTOS FORTES
E FRACOS DOS PRÉ-CANDIDATOS?
A dengue
será o calcanhar-de-aquiles de Serra, mas ele vai tentar
desfazer esse imbróglio por meio dos genéricos, da
queda de braços que ganhou com os laboratórios, e
com o combate á AIDS. Serra é bom de conteúdo,
apesar da chatice que o caracteriza. Parece uma pessoal sempre mal
humorada, um professor que puxa as orelhas dos alunos. Falta-lhe
simpatia pessoal, condição para gerar empatia. Ciro
é denso e conceitual, mas, como peixe, morre pela boca. Garotinho
passa a sensação de que ainda carece de maturidade.
É messiânico. Mas tem agilidade e sabe se comunicar.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE ESTA
E OUTRAS CAMPANHAS?
Essa
campanha será mais racional que as outras. Mais focada para
o discurso, para a essência, para o plano da micro-política,
a política das questões e situações
mais prementes e urgentes. Será uma campanha menos exuberante,
mais despojada, mais objetiva, mais direta. O contato com o eleitor
nas pequenas e médias cidades será privilegiado pelos
candidatos a deputado. A área de articulação
também será enfatizada, o que significa interação
com entidades, lideranças e grupos organizados. Será
uma campanhas mais descentralizada. Os palanques estaduais, principalmente
nos grandes Estados, deverão promover intensa competição
entre os candidatos à presidente da República. São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná,
Pernambuco, Ceará estarão no centro da contenda.
GASTA-SE O QUE SE DIZ?
Os descaminhos
do dinheiro em campanha eleitoral são uma prática.
O que posso dizer é que há um PIB informal, um produto
interno bruto de campanha, que chega a ser 3 a 4 vezes maior que
o PIB formal. Os tesoureiros sabem muito bem como são os
caixas 1 e 2. Os patrocinadores estão refluindo porque, depois
do programa de privatização, o Estado tornou-se menor,
e a reciprocidade de benefícios e recompensas ficou mais
estreita para os tradicionais bolsões de financiamento.
QUAL SERÁ O MAIOR DESAFIO DE
LULA?
Para
Lula conquistar o eleitorado, não é preciso apenas
apertar a tecla da emoção, como diz que fará
o seu guru Duda Mendonça. Ora, é sabido que Duda,
de 11 campanhas feitas em 98, perdeu 8. Ele cometeu um equívoco
ao fazer a mesma campanha (Fulano fez, fulano fará.; sicrano
fez, sicrano fará) para muitos Estados. O eleitorado ficou
saturado de tanta promessa, de tantos coraçõeszinhos
voando pelos céus, de tanta emoção fabricada.
Esse tipo de campanha vacinou o eleitorado. Se a campanha de Lula
for nesse tom, será um desastre. Creio que, para uma campanha
ser vitoriosa, haverá de resgatar a esperança do brasileiro,
resgatar a confiança, resgatar as cores do arco-íris,
resgatar a credibilidade. Creio em campanhas positivas, alegres,
propositivas. O Brasil já foi suficientemente radiografado,
diagnosticado. Carece, agora, de ações, soluções.
Lula precisa furar o paredão de desconfiança que seu
perfil ainda constrói. Serra precisa abrir espaços
de simpatia, demonstrando que poderá ir muito mais adiante
que Fernando Henrique. Aliás, o presidente ainda é
um grande eleitor, mas as pessoas querem avanços, avanços
graduais, sem romper o tecido da estabilidade e da normalidade institucional.
O MARKETING POLÍTICO ENTRARÁ
EM EXPANSÃO?
Os bons
profissionais do marketing político são poucos. Infelizmente,
a área foi infestada por gente desqualificada, lobistas,
picaretas e mesmo alguns mal publicitários ou jornalistas
que vêem o campo apenas sob a ótica exclusiva de suas
profissões. O bom profissional é aquele que enxerga
a plenitude do marketing. Sabe ler o meio ambiente, sabe planejar
as formas de lidar com a cultura ambiental, sabe comandar pessoas
e executar operações especializadas. Trata-se de uma
área em expansão. Infelizmente, os políticos
enxergam o marketing sob o plano das eleições. Mas
o marketing político eficaz é aquele que se usa todo
o tempo, antes e depois das eleições. Afinal de contas,
o marketing é a ferramenta de ajuste de identidade, de alavancagem
de visibilidade, de construção de conceito de uma
administração. Para os bons profissionais, há
sempre um bom dinheiro a ser oferecido pelo trabalho.
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