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A Estratégia de
Comunicação nas Campanhas Eleitorais
A principal
tarefa de um político é atender às necessidades
de seus eleitores, de acordo com seus conceitos político-partidários
e os anseios gerais da sociedade. Todo esse trabalho se inicia com
o planejamento da campanha eleitoral, na qual estão contidos
programas de trabalho do candidato e sua equipe de assessores que
se utilizará das pesquisas de opinião, como fundamental
instrumento de apoio.
A estratégia
de comunicação deverá ser definida com muito
cuidado, pois esta é uma das ferramentas do marketing político
e eleitoral de importância vital para o sucesso do candidato.
Há que se definir entre as estratégias de comunicação
horizontal, massiva e a comunicação verticalizada, dirigida
a segmentos específicos. Programar os canais impressos e eletrônicos,
a intensidade de propaganda, os tipos de mensagem para cada setor
é outra tarefa a ser dimensionada pelos candidatos.
Costuma-se
desperdiçar muito dinheiro quando não se racionaliza
o pacote comunicativo. É aconselhável uma programação
rigorosa, com planos específicos para: propaganda massiva de
rua (cartazes), propaganda na mídia impressa, aparecimento
regular em matérias jornalísticas (assessoria de imprensa
de jornais, revistas e televisão, aparição pessoal
e contatos com pessoas, grupos ou entidades expressivas e representativas
(artistas, intelectuais, profissionais liberais, donas-de-casa, movimentos
étnicos, ecológicos, associações de bairro,
comerciais, eclesiais, rurais etc), num planejamento de relações
públicas.
Os programas
de ação política deverão estar ajustados
ao perfil traçado para a campanha. E os calendários
precisam contemplar a presença do candidato em todos os segmentos
de mercado planejados, evitando-se restringir o esquema de distribuição
da campanha.
Táticas de comunicação
No tocante
a propaganda política do candidato é necessário
definir-se o conceito do candidato que será veiculado através
de folhetos, panfletos, cartazes etc. Num segundo momento, entra no
jogo da comunicação do candidato com seu público
alvo, a participação nos programas de rádio,
TV, jornais e revistas, onde ele estará presente através
de matérias e textos pautados pela sua assessoria de comunicação,
mais precisamente pela sua assessoria de imprensa, que estará
encarregada de fazê-lo notícia.
Neste
aspecto, entra o trabalho da assessoria de imprensa, junto aos meios
de comunicação. Isto
ocorrerá através do contexto do candidato com vários
públicos ao mesmo tempo, ou seja, numa entrevista de rádio,
no programa de TV, no encontro pessoal com representantes de entidades
e associações, através de comícios organizados
por assessores etc.
Uma outra
forma de estar presente junto ao público são os próprios
comícios, os eventos promovidos pela assessoria de campanha,
onde o político através do evento traz sua mensagem
para o eleitorado.
Onisciência: virtude do candidato
O desenvolvimento
da campanha eleitoral segue o mesmo ritmo para os pequenos e grandes
centros, já que as distâncias são cada vez menores,
facilitada pelos meios de comunicação de massa. É
fundamental que cada assessor se integre na campanha, que a comunicação
tenha uma linguagem única, apesar de cada um possuir idéias
divergentes sobre um assunto, a campanha deverá ser centralizada
sob a coordenação de um assessor e possuir uma linguagem
uniforme.
Cada candidato
poderá lançar mão de recursos próprios
de comunicação para atingir o eleitor, desde que a mensagem
saliente sempre seus pontos fortes e abrande aquele mais fracos.
Dependendo
dos costumes de cada região haverá sempre uma forma
diferente de estar “falando” com o eleitor, pois a onisciência
é o grande desafio do candidato. E nesse aspecto, a mídia
será uma extensão dele próprio. Vale para isso
fazer uso das passeatas, do contato direto com a população,
os comícios, as visitas a grupos de amigos, as carreatas, o
showmício etc. e também uma comunicação
mais dirigida ao público formado por assessores diretos e eleitores
engajados na campanha, através de um jornal, além dos
recursos da midia alternativa, que pode ser: o sistema de alto-falantes,
a participação em programas das rádios locais
etc.
Tudo isso,
deverá estar estabelecido desde a fase inicial da campanha
com uma proposta de unificação da linguagem da comunicação.
No entanto, estas propostas devem ser concretas, pois o candidato
poderá, com isso, sentir os anseios da massa e detectar o momento
que uma tendência se forma e armar sua estratégia.
O mais
importante, neste contexto, é que cada candidato deve ser diferente
de seu concorrente, nunca limitado e que tenha sempre um ponto que
lhe dê uma identidade particular. |
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