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O
líder carismático dentro do grupo |
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Tornamos
a encontrar nesta perspectiva a figura do chefe carismático.
Este muitas vezes não se acha de fato na origem do movimento;
em primeiro lugar, é um membro entre outros e só gradualmente
desenvolve aquela capacidade, aquela força persuasiva, aqueles
resultados capazes de o impor como líder, dotado de dons
extraordinários na encarnação da missão
própria do movimento. Lá dentro pode fazer crescer
as contradições até o ponto de provocar fendas
no movimento originário, resultando daí um novo grupo
formado por aqueles que reconhecem seu Carisma, vendo nele a garantia
de uma verdade e eficácia superiores. Se o movimento se difunde
e consegue alcançar o poder legítimo, mesmo fora do
grupo dos sequazes, originando um novo sistema social, o Carisma
se consolida com novos apoios, baseados no poder direto e condicionante,
exercido até sobre aqueles que, interiormente, não
o reconhecem de nenhum modo. Por isso, na análise destes
fenômenos, convém distinguir normalmente as situações
em que o Carisma coincide já com o poder formal, numa nação
ou numa vasta coletividade, das fases em que nasceu e se foi afirmando.
Estas afirmações são metodologicamente válidas,
mormente no confronto das imagens clássicas, fundamentalmente
estereotípicas, de famosos chefes carismáticos, que
são corretamente demitizados para análise dos seus
ligames concriativos com o grupo que reconheceu sua autoridade.
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