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O
conceito sociológico clássico de Carisma foi apresentado
por M. Weber para caracterizar uma forma peculiar de poder.
Este
primeiro conceito analisa a existência dos líderes,
cuja autoridade se baseia, não no caráter sagrado
de uma tradição nem da legalidade ou racionalidade
de uma função, mas num dom, isto é, na capacidade
extraordinária que eles possuem. Estes dons excepcionais
se impõem como tais no anúncio e realização
de uma missão de caráter religioso, político,
bélico, filantrópico, etc. Aqueles que reconhecem
este dom, reconhecem igualmente o dever de seguir o chefe carismático,
a quem obedecem segundo as regras que ele dita, em virtude da própria
credibilidade do Carisma e não em virtude de pressões
ou de calculo. Mais, a influência do Carisma nasce e perdura,
se a missão é deveras cumprida, isto é, se
oferece provas eficazes e úteis, capazes de robustecer a
fé dos sequazes. Toda a expressão do processo carismático,
as novas regras, a força, as provas que demonstram a legitimidade
do Carisma e da missão se colocam, de modo revolucionário
em relação à situação institucionalizada,
mediante uma experiência social que exige conversão
(metanóia) nas atitudes e comportamento dos sequazes, como
do próprio chefe.
Assim
esboçada, a situação carismática é,
ao mesmo tempo, forte e hábil. Seus limites se vão
configurando à medida que surge a conveniência de dar
uma estrutura permanente, formalmente organizada, ao papel do chefe,
dos sequazes e sucessores.
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