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A LINGUAGEM DOS
CANAIS
A lei da comunicação quanto à linguagem é
esta: fala-se a linguagem que o eleitor entende. Não adianta
falar difícil para um eleitor que não vai compreender
e não adianta querer ser populista, rebaixar a linguagem,
se o candidato dispõe, por exemplo, de boa bagagem intelectual.
Ele não deve rebaixar a linguagem com termos chulos. A regra
é explicar os fatos de maneira adequada, aberta, didática,
adaptando a linguagem ao seu perfil pessoal, profissional e aos
interesses do eleitor. É preciso, portanto, muita atenção
para com a linguagem. A linguagem publicitária é de
síntese, uma linguagem de apelo. Os canais publicitários
devem conter informações concisas, objetivas, precisas,
rápidas. Nos materiais jornalísticos, a linguagem
pode ser mais descritiva, mais detalhada, um pouco mais longa. Nos
comícios, a linguagem deve ser expressiva, emotiva, entusiasmada.
Há candidatos que se perdem por falar muito. É preciso
expressar o volume adequado, no momento adequado, no prazo certo.
Não falar muito - que enfadonha - nem muito pouco, a ponto
de demonstrar despreparo.
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