TEXTOS E CONTEÚDOS PRODUZIDOS PELO
PROF. GAUDÊNCIO TORQUATO

A LINGUAGEM DOS CANAIS

A lei da comunicação quanto à linguagem é esta: fala-se a linguagem que o eleitor entende. Não adianta falar difícil para um eleitor que não vai compreender e não adianta querer ser populista, rebaixar a linguagem, se o candidato dispõe, por exemplo, de boa bagagem intelectual. Ele não deve rebaixar a linguagem com termos chulos. A regra é explicar os fatos de maneira adequada, aberta, didática, adaptando a linguagem ao seu perfil pessoal, profissional e aos interesses do eleitor. É preciso, portanto, muita atenção para com a linguagem. A linguagem publicitária é de síntese, uma linguagem de apelo. Os canais publicitários devem conter informações concisas, objetivas, precisas, rápidas. Nos materiais jornalísticos, a linguagem pode ser mais descritiva, mais detalhada, um pouco mais longa. Nos comícios, a linguagem deve ser expressiva, emotiva, entusiasmada. Há candidatos que se perdem por falar muito. É preciso expressar o volume adequado, no momento adequado, no prazo certo. Não falar muito - que enfadonha - nem muito pouco, a ponto de demonstrar despreparo.


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