TEXTOS E CONTEÚDOS PRODUZIDOS PELO
PROF. GAUDÊNCIO TORQUATO

AJUSTAMENTO

         O terceiro aspecto a se considerar é o ajustamento. O candidato, já disse, analisa o mercado, a motivação do voto e, depois, deve procurar ajustar-se aos desejos dos eleitores-alvo. Ajustar é planejar o conjunto de compromissos, idéias, sintonizando-as com o meio ambiente e o momento. O ajustamento, além de conter a parte programática, tem que considerar o tipo de mídia regional. É necessário escolher os canais mais adequados para transmitir as mensagens. Dependendo do lugar, os canais mais adequados variam, podendo até comportar canais inter-pessoais: mão na mão, porta a porta, pichação de muro; nas cidades médias e grandes, televisão, rádio, out-door, enfim, as mídias impressa e eletrônica que levam o programa a todos os eleitores e não apenas a uma parte. Não adianta cobrir apenas um segmento; todos os segmentos que potencialmente têm condições de votar no candidato precisam ser cobertos pela mídia eleitoral.
         Esse ajustamento deve considerar a cultura regional. Cada região tem sua identidade cultural, econômica, social; o candidato precisa estar atrelado, integrado ao clima, ao ambiente regional. A vocação da região precisa ser preservada, defendida. O ajustamento levará também em consideração as lideranças regionais, as lideranças municipais, as lideranças institucionais não necessariamente políticas - lideranças do comércio, da indústria, da agricultura, do setor de serviços; o padre, o promotor, o juiz, os presidentes de entidades (sindicatos, federações e associações de bairro, clubes comunitários). Os pactos merecem um destaque. Pactos partidários, pactos entre entidades que possuem candidatos de médicos, de engenheiros, de sindicalistas, de moradores de bairros etc. Em resumo: alianças com entidades da sociedade civil e alianças políticas. Esse é um trabalho que chamamos de ajustamento de formação do programa e de ajustamento do candidato às realidades ambientais.

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