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AJUSTAMENTO
O terceiro
aspecto a se considerar é o ajustamento. O candidato, já
disse, analisa o mercado, a motivação do voto e, depois,
deve procurar ajustar-se aos desejos dos eleitores-alvo. Ajustar
é planejar o conjunto de compromissos, idéias, sintonizando-as
com o meio ambiente e o momento. O ajustamento, além de conter
a parte programática, tem que considerar o tipo de mídia
regional. É necessário escolher os canais mais adequados
para transmitir as mensagens. Dependendo do lugar, os canais mais
adequados variam, podendo até comportar canais inter-pessoais:
mão na mão, porta a porta, pichação
de muro; nas cidades médias e grandes, televisão,
rádio, out-door, enfim, as mídias impressa e eletrônica
que levam o programa a todos os eleitores e não apenas a
uma parte. Não adianta cobrir apenas um segmento; todos os
segmentos que potencialmente têm condições de
votar no candidato precisam ser cobertos pela mídia eleitoral.
Esse ajustamento
deve considerar a cultura regional. Cada região tem sua identidade
cultural, econômica, social; o candidato precisa estar atrelado,
integrado ao clima, ao ambiente regional. A vocação
da região precisa ser preservada, defendida. O ajustamento
levará também em consideração as lideranças
regionais, as lideranças municipais, as lideranças
institucionais não necessariamente políticas - lideranças
do comércio, da indústria, da agricultura, do setor
de serviços; o padre, o promotor, o juiz, os presidentes
de entidades (sindicatos, federações e associações
de bairro, clubes comunitários). Os pactos merecem um destaque.
Pactos partidários, pactos entre entidades que possuem candidatos
de médicos, de engenheiros, de sindicalistas, de moradores
de bairros etc. Em resumo: alianças com entidades da sociedade
civil e alianças políticas. Esse é um trabalho
que chamamos de ajustamento de formação do programa
e de ajustamento do candidato às realidades ambientais.
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