TEXTOS E CONTEÚDOS PRODUZIDOS PELO
PROF. GAUDÊNCIO TORQUATO
O FOCO DEVE SER NO CANDIDATO

          É claro que, hoje, os partidos não estão com essa bola toda em termos de imagem. Estão muito desgastados perante a opinião pública. Por isso, a comunicação deve estar centrada no candidato e não no partido, sem se esquecer, é claro, que o partido é importante para efeito de composição eleitoral, de coligação, de aliança, de posicionamento da chapa. Mas a comunicação deve estar centrada no candidato, cuja imagem deve prevalecer sobre a imagem do partido.
Cada partido tem seu coeficiente para eleger candidatos. Somando os votos dos candidatos do partido mais os votos dos candidatos do partido coligado, ter-se-á um coeficiente que é a somatória de X + Y. Esse coeficiente permitirá a um candidato se eleger com um número de votos menor que o de outro candidato de um pequeno partido, mesmo que este tenha recebido votação mais expressiva.
          Passemos, agora, a uma apreciação sobre os segmentos eleitorais. A primeira consideração diz respeito às classes sociais, A, B, C, D e E. A estratégia é cercar os grupos eleitorais dentro de cada classe, verificando seu comportamento e suas perspectivas. Qual é a importância disso? É localizar o voto. E encontrar um discurso para o meio da sociedade. O meio da sociedade faz expandir o discurso para as margens. É a chamada teoria dos ciclos concêntricos. Por essa teoria, você atinge, em primeiro lugar, o meio da sociedade, que é a classe média, e, a seguir, as classes C, D e E. É como a pedrinha jogada no meio da lagoa; a pedra faz círculos, marolas, até as margens. Da mesma forma, se você atingir a classe média com o seu discurso, esta, por meio de seus formadores de opinião - professores, funcionários públicos, comerciantes, profissionais liberais - expande o discurso para outras classes, que são seus clientes ou fornecedores.

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