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TEXTOS
E CONTEÚDOS PRODUZIDOS PELO
PROF. GAUDÊNCIO TORQUATO |
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A ESCOLHA DO PARTIDO
O candidato
deve examinar atentamente o quadro partidário. Precisa saber
por quê partido deve sair. Nem sempre uma grande votação
é garantia de sucesso, pois se o partido for nanico e não
fizer coligação, deixará o candidato na rua da
amargura. Há um caso clássico de um candidato a deputado
em São Paulo, Ricardo Nahat. Tinha boas propostas e obteve
quase 90 mil votos na campanha de 94. Não foi eleito porque
não fez coligação com ninguém, saiu sozinho.
Quem não conseguiu se eleger deputado estadual em São
Paulo, na última eleição, foi o Romeu Tuma Jr.
que obteve uma grande votação, mas seu partido - PSL
- não fez coligação. Portanto, é preciso
examinar atentamente o quadro partidário, a imagem dos partidos
na sociedade, os partidos mais bemquistos, os partidos mais populares,
mais capilares, que chegam ao povão. É preciso analisar
a tradição dos partidos, quais aqueles que se identificam
melhor com as causas sociais. Quando ele se inscreve no partido, deve
saber qual a votação suficiente para se eleger vereador,
deputado, qual o coeficiente eleitoral. Também deve verificar
a possibilidade de coligação com outro partido. Aconselha-se
uma verificação no mapa da última eleição,
para analisar a performance dos partidos em outras eleições.
Sugerimos, também, analisar as imagens dos candidatos, de seus
concorrentes, dos candidatos do partido, mas a imagem dos candidatos
de partidos adversários. Veja-se o caso de um candidato a vereador
na chapa contrária a um prefeito muito popular. O prefeito
vai puxar a chapa, fazendo a maioria da bancada. Uma chapa majoritária
freqüentemente carrega a chapa proporcional. É aconselhável
verificar muito bem isso, quais são os candidatos com possibilidades
eleitorais nas chapas majoritárias.
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