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DISTRIBUIÇÃO
O quinto
aspecto importante dentro de um planejamento de marketing eleitoral
é a questão da distribuição. Não
adianta planejar e produzir materiais, se eles não chegarem
aos eleitores. Esse é um dos principais problemas das campanhas.
Às vezes, os materiais ficam encalhados, ou não obedecem
a um fluxo natural de distribuição. O eleitor deve ter
acesso aos canais e ao candidato. O acesso do eleitor ao candidato
comporta os eventos, já frisados, como comícios, passeatas,
carreatas, contatos pessoais, porta a porta, mídias massiva
e seletiva. Quando o candidato não está presente em
determinado lugar, pode se fazer representar por meio de um corpo
de auxiliares, cabos eleitorais que levam sua mensagem. O importante
é fazer com que a presença do candidato seja, todo tempo,
garantida ou por meio de sua presença física, ou por
meio da presença de seu corpo técnico de auxiliares,
cabos eleitorais e equipes de distribuição de materiais.
A seguir,
o candidato deve se preparar para a reta final da campanha. Quais
são as preocupações na reta final? Entre elas,
a boca de urna. Apesar de proibida pela legislação eleitoral,
ainda se faz boca de urna, que consiste no trabalho de abordagem das
pessoas pelos cabos eleitorais e pelas equipes que fazem a distribuição
dos materiais, no dia da eleição. O ideal é multiplicar
a visibilidade, por meio da distribuição de santinhos,
por meio de modelos de cédulas eleitorais com o nome do candidato,
por meio de programas panfletados.
Nas campanhas
majoritárias, de prefeito, de governador, de senador, é
preciso se manter uma rede de informação e contra-informação,
porque a boataria é muito comum. E o boato procura, freqüentemente,
derrubar a posição do candidato, por meio do estratagema
das falsas pesquisas que aparecem em panfletos, por meio de fofocas.
Às vezes, o boato planejado corre assim: “você
soube disso, você soube daquilo?” A mensagem é
a de que o candidato está caindo nas pesquisas, que está
desistindo, que está perdendo apoios. Na última semana
de campanha, o candidato deve se preocupar em criar um evento de impacto,
uma situação para ampliar visibilidade e a possibilidade
de ganhar mais votos. O golpe psicológico, geralmente em torno
de uma situação impactante, uma grande denúncia,
um grande comício, ou uma pesquisa de última hora que
o coloque lá na frente do outro candidato, alavancará
suas possibilidades.
Como no
marketing há o que se chama de garantia de qualidade, no marketing
político também deve existir a garantia de qualidade
do voto. O candidato precisa corresponder às expectativas,
dar satisfação ao eleitor. Periodicamente, apresentará
a sua ação política, a sua ação
parlamentar, no Executivo ou no Legislativo. A moldura social mostra
um novo eleitor, uma nova sociedade, uma nova classe média
que estão a exigir novas posturas, novos discursos. É
a ampliação do espaço da cidadania. As pessoas
estão querendo participar mais ativamente do processo político,
fiscalizando de perto seus representantes. A sociedade se afasta do
político quando percebe que o processo de corrupção
é muito forte. A descrença é muito grande. E
quando a descrença se avoluma, quem perde não é
só o político, é a própria instituição
pública quem perde, porque o eleitor acaba desconfiando de
tudo que representa a política.
Estas
são as linhas gerais do marketing político. Vamos trabalhar,
um pouquinho mais alguns desses eixos. Quando uma candidatura é
posta - candidatura de vereador, de prefeito, de deputado estadual,
de deputado federal, de governador, de senador - há que se
fazer uma boa leitura do meio ambiente. É preciso estudar adequadamente
o momento vivenciado pelo país, pela região, pelo município,
pelo bairro, pelas ruas. A análise da situação
econômica, social e política deverá fornecer o
balizamento de uma campanha. Um bom planejamento é aquele que
leva em consideração esses aspectos macro-ambientais.
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